Degenerescência no setor escuro : Investigando a natureza interagente ou evolutiva da energia escura com o DESI DR2.
Nome: VITOR PETRI SILVA
Data de publicação: 31/03/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DAVI CABRAL RODRIGUES | Examinador Interno |
| RODRIGO FERNANDO LUGON CORNEJO VOM MARTTENS | Examinador Externo |
| VALERIO MARRA | Presidente |
Resumo: Nessa dissertação investigamos um modelo de interação no setor escuro do Universo como uma alternativa ao modelo padrão da cosmologia. A teoria se baseia na construção de um formalismo de equivalência, onde um modelo de interação entre a matéria escura fria e a energia escura é mapeado a partir da parametrização dinâmica de Chevallier-Polarski-Linder. O objetivo central é testar se mecanismos físicos distintos, que compartilham, por construção, a mesma história de expansão, podem ser diferenciados pela evolução das estruturas em grande escala do Universo. Para isso, realizamos uma análise Bayesiana utilizando o Cobaya integrado a uma versão modificada do código CLASS. O modelo foi testado com um conjunto de dados abrangente, incluindo as anisotropias e lenteamento da radiação cósmica de fundo (Planck 2018 e ACT DR6), oscilações acústicas de bárions (DESI DR2) e supernovas do tipo Ia (DESY5). Os resultados indicam uma preferência estatística pelos modelos estendidos em relação ao CDM, conforme critérios de informação AIC e DIC.
Demonstramos que a degenerescência no nível de background é quebrada no setor de matéria, onde o modelo de interação favorece uma densidade de matéria atual mais alta (m 0, 49) e uma amplitude de flutuações reduzida (8 0, 53). Essa
divergência física ocorre devido a uma mudança de sinal no parâmetro de interação em z 0, 8, representando uma inversão no fluxo de energia que estabiliza o cruzamento da barreira fantasma. Embora o modelo apresente potencial para aliviar a tensão
S8, ele prevê uma redução abrupta na taxa de crescimento das estruturas (f8) que entra em conflito com as medições atuais de distorções no espaço de redshift. Como mostraremos, a interação no setor escuro oferece uma fenomenologia rica e testável,
ressaltando a importância das sondas de crescimento de estruturas para desvendar a natureza da energia escura.
